Esse domingo tem eleição!
Pessoalmente, esta será a eleição mais em branco da minha vida. Não porque irei votar em branco, mas porque praticamente não me envolvi em nenhuma conversa sobre isso, nem nas discussões de mesa de boteco.
Mas acho que não fui só eu. Tudo o que eu ouço na rua é: O Lula foi minha última esperança. Ninguém mais quer saber. Não estou muito diferente.
Acho que vai dar Lula no primeiro turno. Se não der, acho que a coisa pode complicar pro lado dele no 2°. Aliás, um segundo turno entre Lula e Alckmin seria o auge da depressão política... De um lado o PT, de onde como disse alguém, "só falta afastar o Lula". Me desiludi quando colocaram o Berzoini, do campo majoritário, na Presidência. Ou seja, Zé Dirceu continuava mandando com um laranja no lugar dele. Do outro o PSDB, do Geraldo Opus-Dei Alckmin, do José Larga-Prefeitura Serra e do Fernando Esqueçam-o-que-escrevi Henrique. A briga interna no começo da eleição entre Alckmin e Serra mostra bem como a fogueira das vaidades queima ali dentro. Só há projetos pessoais, não para o partido e muito menos para o país.
Só vi o horário político nessas semana final, e está deprimente como sempre, em todos os níveis, para todos os cargos. A única coisa que melhorou foi a extinção dos cartazes colados nas paredes das ruas e nos postes. Essa lei pegou.
Gosto da Heloísa Helena e do Cristóvam Buarque. E já é muito...
Não vou votar porque estou em Florianópolis e meu título não. Mas se votasse, seria assim:
PRESIDENTE: Heloísa Helena
SENADOR: Suplicy, só pq ele foi de casa em casa investigar o caso Celso Daniel.
Dpto. Federal: Mauro Bragato, ex-prefeito de Prudente
Depto. Estadual: PV, para ajudar o Gabeira.
mas se desse na telha, anulava tudo e fim de papo.
ps: esqueci do GOVERNADOR: Plínio Salgado, do PSOL. outro idealista sem chance, mas não voto no Serra de jeito nenhum e apesar de simpatizar com o Mercadante, a lama do PT respingou nele.
9/28/2006
9/21/2006
CADERNO DE ANOTAÇÕES
Uma das táticas de explicação de meu antigo professor de semiótica era contar uma história sobre o homem (interno em um manicômio) que um dia decidiu que para ele a palavra "café" designaria água, "água" passaria a ser o chá, e "chá" seria o café. Assim, quando pedisse água, queria tomar chá, e assim por diante.
Sem dúvida foi uma maneira muito útil para que percebessemos a desvinculação entre o significante e o significado. O efeito colateral foi que, durante o intervalo, ninguém conseguia se entender sobre qual garrafa térmica possuía "café", "chá" ou "água", transformando o ato de encher seu copinho em uma grande surpresa nem sempre agradável para mim que tomo muito chá (café) e não gostava daquele tipo de água (chá).
Sem dúvida foi uma maneira muito útil para que percebessemos a desvinculação entre o significante e o significado. O efeito colateral foi que, durante o intervalo, ninguém conseguia se entender sobre qual garrafa térmica possuía "café", "chá" ou "água", transformando o ato de encher seu copinho em uma grande surpresa nem sempre agradável para mim que tomo muito chá (café) e não gostava daquele tipo de água (chá).
9/20/2006
SINCERIDADE II
E como demorasse a distinguir os sentimentos das sensações, nunca dizia "eu te amo" antes da hora do jantar. Somente depois de alimentado, poderia ter certeza que o que sentia era mesmo amor, e não fome. Evidentemente isso prejudicava seu relacionamento, mas ele se sentia feliz e seguro de não estar cometendo um terrível engano.
9/19/2006
SINCERIDADE
Enxugou as lágrimas, respirou um pouco, ajoelhou-se aos pés do santo e confessou: Não vou te fazer promessas. Mesmo porque eu nunca cumpro. Acho que podemos ser sinceros um com o outro...
9/15/2006
COISAS QUE SÓ ACONTECEM COMIGO
Depois de uma semana entre o excelente ix shcu (seminário de história da cidade e do urbanismo) em SP e uma viagem pra Prudente (casa dos meus pais), onde até o que deu errado deu certo (me perdi em SP, mas em ótima companhia), foi só voltar para Florianópolis para o urubu resolver aparecer.
Já quebrou ônibus comigo dentro, já cancelaram disciplina minha na UFSC, já tomei chuva... Mas terça-feira foi o recorde.
Estava eu entrando para jantar no RU da UFSC (para os londrinenses, é como o RU da UEL, e para os demais, é como os restaurantes de qualquer outra universidade pública), quando bem na minha vez acaba o arroz. Daí fico lá, com a salada no prato, esperando, esperando... 10 minutos depois me aparece a cozinheira com uma bandeja de miojo. Tudo bem que era com manteiga e salsinha, mas mesmo assim, era um miojo...
Poxa, eu vou comer no RU porque a comida é mais saudável do que a da minha casa... Chego lá e como miojo! E paguei caro ainda ($1,50). Além disso, não sei porque tanta espera. Um miojo a gente faz em 3 minutos...
Hoje fui almoçar lá de novo. Confesso que fiquei com medo de o cardápio ser macarrão com salsicha...
Já quebrou ônibus comigo dentro, já cancelaram disciplina minha na UFSC, já tomei chuva... Mas terça-feira foi o recorde.
Estava eu entrando para jantar no RU da UFSC (para os londrinenses, é como o RU da UEL, e para os demais, é como os restaurantes de qualquer outra universidade pública), quando bem na minha vez acaba o arroz. Daí fico lá, com a salada no prato, esperando, esperando... 10 minutos depois me aparece a cozinheira com uma bandeja de miojo. Tudo bem que era com manteiga e salsinha, mas mesmo assim, era um miojo...
Poxa, eu vou comer no RU porque a comida é mais saudável do que a da minha casa... Chego lá e como miojo! E paguei caro ainda ($1,50). Além disso, não sei porque tanta espera. Um miojo a gente faz em 3 minutos...
Hoje fui almoçar lá de novo. Confesso que fiquei com medo de o cardápio ser macarrão com salsicha...
9/02/2006
NÃO PODE
Não pode.
Por quê?
Porque não pode.
Mas olha ali.
Tô vendo.
E aí?
Não pode.
Mas olha.
Não pode porque não pode.
Olha ali, até o cachorro.
Que que tem?
Ele pode?
Ele pode, você não pode.
Mas eu sou um ser humano.
Por isso.
O cachorro pode?
Pode.
E eu não posso?
Não pode.
Por quê?
Porque não pode.
Mas olha ali.
Tô vendo.
E aí?
Não pode.
Mas olha.
Não pode porque não pode.
Olha ali, até o cachorro.
Que que tem?
Ele pode?
Ele pode, você não pode.
Mas eu sou um ser humano.
Por isso.
O cachorro pode?
Pode.
E eu não posso?
Não pode.
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