3/12/2007

Rei de Copas

Às vezes me dói mais a dor alheia
A dor próxima mas não em mim
A mim a dor presente e inalcansável
Do amor não correspondido
Da instável razão do ser
A dor do ressentimento
Do medo de sentir dor
A dor de esperar a morte.
E outras dores que se desfiam
Neste rosário sem conta
De conta
Em conta
Decanta
Me doem as dores que observo
As dores da imperfeição da vida
Enquanto das minhas próprias
Simplesmente, rio delas

Um comentário:

Anônimo disse...

Posso dar um "pitaco" para título? "Rei de Copas"...

Me inspirei no Tarô... é a imagem arquetípica desse Rei. Curar a dor alheia e não se preocupar com as próprias...

Lindo!