2/27/2007

E eu te gostava
E eu te sofria
Te aturava as manias
E te fazia ataduras
E te ligava de vez em quando
Sonhava de vez em sempre
Fingia que te amava
E fingia que não te amava
Inventava um amor passa tempo
Dizia e dissimulava
Roguei-te pragas, maldice
Te recriei, te esqueci
Fiz de tudo.
De tudo o que fiz, nada resta
Passou-se o tempo e a vontade.
O que fica mesmo é a poesia.
O que fica, no fim, é a saudade.

2/22/2007

OXUM AIIÊ, Ô Ô, YEMANJÁ IÁ IÁ


O título deste post não tem absolutamente nada com o que será dito. É pq adoro ós sambas enredos de carnaval. Já em janeiro analiso as vinhetas da globo vendo quais sambas tem chances de emplacar. Quanto mais clichês tiver o samba, melhor - grandes caravelas, cavalos alados, terras do oriente, oxum pra lá, yemanjá pra lá. Que beleza! E no final coloca um "na Sapucaí" ou ainda "nesse carnaval" e uns "chegando na avenida" espalhados pelo meio do samba. E o meu sonho é ser aquele cara que grita "aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiii - ih ih ih" entre as frases. É o mais importante da escola.

Mas sobre o que é que eu ia falar mesmo?
Ah. Sobre Julian Beever. Um artista inglês que pinta calçadas, mas faz de um jeito que, vista de um determinado ângulo (e só desse ângulo) cria a ilusão de figuras 3D. Olha só:




Olha uma Coca-Cola! (esse aí do lado é o Beever)

Uma caixa de giz.

Uma mulher na piscina... A foto de baixo é a mesma mulher na piscina, mas fotografada de outro ângulo.

Essa deformação dá a ilusão quando se vê do angulo certo.

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiii