O problema de Prudente - cidade onde estou - sempre foi a falta de opções culturais. Eu vim de São Paulo onde há opções em excesso. Depois fui pra culturalíssima Londrina, e para Florianópolis que é uma grande capital. Prudente estava a anos-luz de todas elas.
Mas, coincidência ou não, nem 3 meses depois da minha chegada o SESC aporta na cidade. SESC Prudente. Pra quem não sabe, o SESC - Serviço Social do Comércio e Serviço - é uma associação de classe que atua muito na área cultural. Em SP tem várias unidades e a programação é de matar de inveja. Sesc Pompéia, Sesc Belenzinho, Sesc Interlagos. São exposições, peças, shows. Tudo muito barato e tudo muito bom. E outras cidades do interior também têm unidades do Sesc. É o verdadeiro ministério da Cultura.
O SESC Prudente ainda não tem sede, mas será em um antigo clube municipal que está sendo reformado para sua nova função. Mas a programação já começou. Zeca Baleiro, Guinga, Parlapatões, Pia Fraus, Viáfora... Mês que vem tem Cordel do Fogo Encantado e Paula Lima. Mas hoje eu tive uma grande surpresa.
Sabia que o show iria ser bom, mas foi mais do que isso. Foi incrível. O velho cantor subindo ao palco "abre a voz e o tempo canta", já disse Chico Buarque. E quando os 4 senhores do MPB4 introduziram "vai, minha tristeza, e diga a ela que sem ela não pode ser" passei a mão pelo meu braço e vi que estava arrepiado.
Mas eis que chegou roda-viva e, ole olá, o teatro veio abaixo.
Quem te viu, quem te vê. Prudente agora também é cultura. Viva o MPB4. E viva o SESC!
3/27/2007
3/16/2007
Era dona de uma beleza tão exótica que todo e qualquer amante com que aparecia tornava-se vulto, vento, espuma, e qualquer casal do qual fizesse parte parecia a todos uma grande desarmonia. Mas como toda beleza era pobre perto dela, encarava-a de um modo que somente podem compreender as pessoas vegonhosamente belas.
3/12/2007
Rei de Copas
Às vezes me dói mais a dor alheia
A dor próxima mas não em mim
A mim a dor presente e inalcansável
Do amor não correspondido
Da instável razão do ser
A dor do ressentimento
Do medo de sentir dor
A dor de esperar a morte.
E outras dores que se desfiam
Neste rosário sem conta
De conta
Em conta
Decanta
Me doem as dores que observo
As dores da imperfeição da vida
Enquanto das minhas próprias
Simplesmente, rio delas
A dor próxima mas não em mim
A mim a dor presente e inalcansável
Do amor não correspondido
Da instável razão do ser
A dor do ressentimento
Do medo de sentir dor
A dor de esperar a morte.
E outras dores que se desfiam
Neste rosário sem conta
De conta
Em conta
Decanta
Me doem as dores que observo
As dores da imperfeição da vida
Enquanto das minhas próprias
Simplesmente, rio delas
3/07/2007
Não me perguntem como, mas esses dias, durante o trabalho, um estranhíssimo objeto veio me parar nas mãos.
Pensando bem, não vou contar o que é. Vou dar opções:
a. Um motor de geladeira.
b. Uma gaiola de passarinho cheia de sapos.
c. Uma garrafa com grilos.
d. Uma caixa cheia de cartinhas para o Papai Noel.
e. Um envelope redondo.
Depois eu volto e conto o que aconteceu. Fiquem aí pensando.
Pensando bem, não vou contar o que é. Vou dar opções:
a. Um motor de geladeira.
b. Uma gaiola de passarinho cheia de sapos.
c. Uma garrafa com grilos.
d. Uma caixa cheia de cartinhas para o Papai Noel.
e. Um envelope redondo.
Depois eu volto e conto o que aconteceu. Fiquem aí pensando.
Assinar:
Postagens (Atom)