Um dia desses conversava com um amigo das coisas que nos acontecem durante o sono. Ele teve uma experiência em que achava ter saído do corpo, tão consciente que teria ligado o ventilador de um cômodo da casa para comprovar a viagem. O problema é que não só o ventilador estava desligado, como o interruptor era de girar, e não de apertar como constava no sonho.
Comigo isso nunca aconteceu, mas uma coisa sempre me intrigou. Durante o sono eu não raro penso em poemas, em textos, longuíssimos, que acho sempre que estão muito bons, mas sempre se perdem quando eu acordo. São palavras que vem aos montes, sem pausa, que vou criando como se fosse lendo um texto. Mas quando acordo, elas nunca estão mais lá. E me resta a pergunta se eram textos bons mesmo, ou se eram palavras desconexas que só a minha insanidade onírica poderia pensar que fazem algum sentido, assim como não fazem os sonhos. Uma vez, acordei com um poema pronto na cabeça. Pensei ter sonhado com ele. Meses depois, o encontrei num livro do Vinícius, que tinha lido e não lembrava.
Pois hoje aconteceu de novo. Sonhava com um texto bem longo, que tinha imagens também, como um documentário. E eis que me acordaram no meio de uma frase.
Talvez pelo susto, não sei. Por ter acordado forçosamente. O fato é que, com algum esforço, consegui me lembrar (mais ou menos), a frase do sonho.
Se os mercadores fossem curiosos, fariam a rota da Noruega, e não entre São Paulo e Paris, como são todas as rotas de mercadores.
Vai saber né gente?
1/22/2007
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4 comentários:
Eu também sofro disso. Mas meus surtos poéticos não se proliferam durante o sono não... aparecem durante uma bebedeira qquer... Aí pego a caneta e escrevo... escrevo... Me acho simplesmente uma Cecília Meirelles não descoberta... Só até a próxima ressaca. Aí vai tudo para o lixo, pois o espírito crítico retorna e constato que era tudo um lixo mesmo!!!!
*Muito intrigante essa frase dos mercadores... hahahahahaha...
Beijos!!!
Terráquea morreu.
No dia que uma viagem astral de fato tiver provas físicas, eu dou meu corpo pra um hipopotamo sodomizar e ainda lubrifico meus orifícios com areia de marte.
Quanto ao mundo onírico, ele muito me intriga... eu sempre anoto meus sonhos num caderno, às vezes me rendem algum texto, mas o que mais me rendem são uns desenhos arquitetônicos impossíveis de serem colocados em prática.
Quando for a Belém vou pegar o melhor de todos da cozinha em formato de torre.
Nem sei se já te perguntei, mas usas MSN?
Caso sim, qualquer dia desses me adiciona que já faz tempo que te 'conheço' e ainda não batemos papo sem esperar o reply do orkut.
jowleeana@hotmail.com
Bem... meus sonhos são totalmente desconexos, os lugares que conheço se misturam, mas eu tenho certeza que só fazem sentido pra mim, e enquanto eu durmo!
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